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Posts Tagged ‘argila polimérica’

Conhecido e utilizado desde a Pré-História, o cobre é um metal que tornou-se parte imprescindível do dia a dia do homem em inúmeras aplicações. Comprovadamente manuseado há 10 mil anos, muito provável que já tenha sido descoberto e utilizado milênios antes disso. Foi o primeiro material empregado pelo homem em substituição à pedra na confecção de ferramentas, armas, moedas, utensílios e objetos decorativos diversos. Em escavações no Iraque foi encontrado até mesmo um colar, com estimativa de ter sido feito há 8.700 a.C.

O período da Pré-História começou com o aparecimento do homem na Terra há muitos milhares de anos, e foi subdividido em outros dois: a Idade da Pedra, até 5.000 a.C. (que abrange os períodos Paleolítico e Neolítico, havendo no meio deles um de transição que é o Mesolítico), e a Idade dos Metais, de 5.000 a 3.500 a.C., que é a última fase da Pré-História e também subdividida nas seguintes partes:

  • A Idade do Cobre, onde o homem descobriu o uso desse metal, que era então derretido, moldado em formas de barro ou de pedra e, depois de resfriado, ganhava forma sendo martelado. Esse período de utilização do cobre também foi chamado de Calcolítico.
  • Já na Idade do Bronze, aprendeu a misturar o estanho ao cobre, chegando assim ao bronze, uma liga de metal mais resistente que o cobre, também utilizado na confecção de esculturas, armas, ferramentas e outros utensílios diversos (sobre esse material escreverei em outra matéria).
  • Por fim veio a Idade do Ferro, onde o homem já exercia um melhor domínio da metalurgia, através do uso de fornos de alta temperatura, propiciando a elaboração de ferramentas bem mais resistentes. Por ser de obtenção, manuseio e fundição mais difíceis, esse conhecimento adquirido e empregado também em armamentos, causou uma grande supremacia de alguns povos.

Esse desenvolvimento da metalurgia proporcionou um grande avanço em muitos setores, principalmente o da agricultura com a fabricação de arados e outras ferramentas, mesmo que ainda rústicas, mas facilitando em muito o trabalho no campo, aumentando assim a sua produtividade.

A Era dos Metais marcou a transição do período Neolítico (Idade da pedra) para o Calcolítico (Idade do Cobre), dando início a períodos de melhor elaboração da vida em sociedade, com o desenvolvimento do comércio e da necessidade de registros, originando assim as primeiras escritas (pelos Sumérios, na Mesopotâmia), o que ocasionou a passagem da Pré-História para a História.

Já nos tempos mais atuais, com o desenvolvimento industrial, apesar de ter seu uso bem diversificado, o cobre passou principalmente a ser utilizado como condutor de calor e eletricidade, fazendo parte de fios e cabos.

O cobre tem coloração avermelhada e, quando em contato prolongado com umidade e gás carbônico, sofre uma lenta oxidação chamada de azinhavre (ou zinabre, popularmente dito), que proporciona ao metal uma interessante (e tóxica) pátina de coloração azul-esverdeada. É um metal que pode ser misturado a outros, como zinco, estanho, níquel, ouro, prata, alumínio, etc. São as chamadas ligas de metal, e somente as de cobre são mais de 400.

Mas a sua exploração e utilização em larga escala deveria ser revista, já que é um material não renovável, nem pela natureza e nem pelo homem. Além de sua forma pura, ele é encontrado principalmente em rochas ricas deste minério presentes em algumas regiões do planeta, como Chile, EUA, Peru, China, Austrália, Indonésia, Rússia e diversos outros países, em menor escala, incluindo o Brasil.

Sua imitação em cerâmica plástica é bastante interessante, pois proporciona resultados bonitos e fáceis de serem obtidos. Desde uma simples pátina com tintas após a queima, até mesmo trabalhando em finas camadas de massa já nas colorações desejadas (como nas peças de minha autoria que aqui apresento), buscando nessas camadas desbastadas antes e depois do cozimento o efeito envelhecido, tanto para a imitação do metal como do azinhavre (não utilizei tintas para simular essa oxidação). Se quiser poderá também, quando ainda crua, aplicar texturas deixando sua peça ainda mais expressiva. Depois de pronta e já queimada, poderá aplicar pequenos toques de pátina em cera na cor do metal, mas de forma bem sutil para não ocultar o feito oxidado.

Os resultados serão sempre surpreendentes e únicos.

(autoria do texto: Beatriz Cominatto)

Nota1: Matéria escrita e publicada no site Portal das Joias em 2011. Leia sobre.

Nota2: Alguns pequenos trechos foram modificados nesta atualização. As peças foram feitas em 2011.

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